EM PASSEIO, FILHO DE SANTA LUZIA DO ITANHI FOI REVER SUA TERRA NATAL



Os bons filhos sempre retornam a casa. São filhos e filhas que por falta de oportunidade, muitas vezes, têm que deixar sua terra natal para ganharem a vida em outras partes do mundo. Mas os verdadeiros filhos, que mesmo, com as dificuldades que viveram no passado, sempre têm os que se lembram de suas raízes e voltam para o seu torrão.


Foi o que fez no último domingo, 08, o marinheiro reformado, Welton Arcieri, natural de Santa Luzia do Itanhi, que esteve na sua cidade, acompanhado do radialista Magno de Jesus e Marcos Alberto (chefe de Transporte de Estância), com o objetivo de voltar á memória o passado que lhe marcou na época de sua infância, numa das cidades mais importantes do Estado, na qual nasceu a Escola de São Sebastião (1575), a primeira de Sergipe.

Welton Arcieri foi conduzido por Magno e Marcão, para conhecer o Coreto da Praça Cantidiano Vieira, recém-construído pela administração do jovem e atual prefeito Edson Cruz.

Encantado pelo resgate da história do seu município, que o gestor realizou com a construção desse Coreto, esse filho ilustre de Santa Luzia do Itanhi, enalteceu o empenho do prefeito e sua equipe.

Sendo neto do senhor Manoel Antônio Veçosa, um tanoeiro alagoano, que foi morar em Santa Luzia do Itanhi para trabalhar na Usina Castelo do proprietário Cantidiano Vieira, com a finalidade de construir dornas e barris para o armazenamento de cachaça, álcool e seus derivados que eram fabricados nessa usina, Welton se entusiasmou com a nova 'cara' do seu município.

Welton conta, que seu avô veio do Estado de Alagoas, a convite de Cantidiano porque nessa época havia muita carência de operários que trabalhavam nessa área. “Meu avô já era muito famoso em Alagoas por ser já um tanoeiro”, disse Arcieri.

Relatando a história do seu avô, Welton, que é o primeiro neto de Manoel Veçosa, lembra que nasceu numa rua que fica na parte de baixo da Praça Cantidiano Vieira, em Santa Luzia do Itanhi.

Welton Arciei, um senhor de idade avançada, é filho do casal João Arcieri Polito e Margarida Ribeiro Veçosa (ambos falecidos). É irmão de Flora Maria Arcieri, Vanda Arcieri Rocca e Valquíria Arcieri.

Recordando também do Cruzeiro (uma cruz de madeira) que existia na Praça Cantidiano Vieira, bem de frente da sua casa, o marinheiro destacou que o prefeito anterior teve conhecimento desse Cruzeiro, que não existe mais, e lhe pediu para que fosse resgatado. Levou até ao conhecimento do bispo da época Dom Marco Eugênio e do padre Genivaldo. “Eu nasci aos pés do Cruzeiro, em Santa Luzia do Itanhi”, disse.

Depois de ter visitado o Povoado Rua da Palha, Welton Arcieri esteve no Crasto, lugar de uma paisagem natural magnifica. “Eu costumava vir ao Crasto com os meus avós e ficávamos apreciando a paisagem linda que esse lugar oferece a todos que chegam”, destacou.

Aproveitando, ele conheceu o morador do Crasto, Bernardino, 78 anos, que lhe contou ter servido ao Exército Brasileiro, precisamente ao 28º Batalhão de Caçadores, em Aracaju. Esse senhor mora com sua família nessa comunidade de pescadores.
Antes, Welton Arcieri foi conhecer a família da parteira Dona Isabel (de saudosa memória), que residia no Povoado Rua da Palha.

Foi um dia diferente que o marinheiro luziense passou, acompanhado dos amigos Magno de Jesus e Marcão, voltando ao passado no seu tempo de ‘menino de calças curtas’, na terra da civilização sergipana.


Por Magno de Jesus

 


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